É foda demais
Somos brasileiros e formados por uma mistura cultural que resulta em uma explosão sensorial fantástica. Acompanhe por aqui nosso manifesto de amor à música brasileira. Produzimos 5 vídeos de artistas pra lá de especiais, que captam essa essência do derretimento que é o Brasil. Siga essa pilha boa nessa página.
Martin Mendonça por TricTric

 

//Perguntas para um PERFIL NADA FAKE // por Carlinhos Carneiro // Crooner // Escritor

Martin Mendonça é Foda Demais!
Os artistas TricTric foram expostos ao Infalível Método Só Mascarenhas de Reconhecimento da Alma Humana com 3 Perguntas, desenvolvido para sacar qualé a das pessoas envolvidas nas mais diversas atividades, mundanas ou espirituais, e geralmente colocado em prática sem nenhum propósito maior, além do mero small talking during dinners. Lhes foi pedido que respondessem às próximas 3 (três) perguntas sem pensar muito, deixando as palavras fluírem como um iceberg derretido pelo aquecimento global boiando em um oceano estranho e distante de seu lar - antes, portanto, dele perceber-se um pedaço de gelo sem lar (mar):

CC: Qual a cor mais linda para se usar em um dia péssimo?
Pela manhã vermelho, de tarde azul, e a noite preto.    

CC: Que tipo de gente você gostaria de ter ao seu redor em uma balsa para o Paraíso? (existem inúmeras cidades, bairros, prédios, bares, lojas, puteiros ou lan houses chamados Paraíso por aí. Escolha o seu e responda a pergunta pensando nele, belê?!)
 As mesmas que eu gostaria de ter numa balsa pro Inferno ou pra qualquer outro lugar. Elas são bem diferentes entre si mas são as poucas e boas que estão sempre na balsa comigo, chova ou faça sol.   

CC: O que cantam as vozes que moram na sua cabeça?"
Canções chatas e monocórdicas que versam sempre sobre paranoias impossíveis, saudades inúteis e ciúmes sem cabimento. Minha vida é tentar calar essas vozes, ou pelo menos cantar mais alto do que elas. As vezes dá certo.

Então, quem é Martin Mendonça?! Só Mascarenhas conclui:
Tá escrito lá no wikipedia, se for mentira não me culpem, que foi um namorado da sua tia que apresentou uma guitarra ao Martin, aos 13 anos. Que dado pra se colocar no wikipedia, hein?! Mas, imagino, se tá lá, é porque o tal do momento foi importante, claro. Fiz um filminho mental da cena: o tal do namorado da tia chamando o Martin no telefone e dizendo “Rapaiz, você já tem treze anos e já está mais do que na hora de conhecer uma das coisas mais importantes da vida.”; na minha cabeça perturbada e cheia de fantasias, o menino Martin era um tímido adolescente louco pra dizer no colégio que foi o primeiro da turma a perder a virgindade e se empolgou todo, tomou banho, enxaguou a boca com dose dupla de cepacol, botou uma camisa bacanuda toda estampada e florida pra dentro das calças e ficou parado na sala esperando o tal namorado da tia dele chegar.

Como será que era o nome do namorado esse? Não achei em lugar nenhum, e o Martin não respondeu aos sinais de fumaça que mandei, então o chamarei de Mister N. O cara chega e o convida, “Vem comigo! Vamos dar uma volta de carro.”, as pernas do menino começam a tremer na rua – e não era frio, estamos em Salvador, na Bahia, e estava quente (imagino eu. tudo isso.) -, eles chegam a um lugar... Aonde poderia ser? Numa loja de instrumentos? Não, muito óbvio. Na casa do Mister N? Meio creepy. Já sei: num açougue! Por alguma razão familiar ou profissional o Mister N guardava suas guitarras e equipamentos num açougue. Na garagem do açougue d’um primo dele, onde trabalhava durante a semana – na contabilidade. O Martin se sentiu aliviado, “Ah, ele queria me mostrar suas guitarras...”, passou o pânico que estava fazendo suas juntas gemerem, e, despretensiosamente, quando ele pegou a primeira guitarra nas suas mãos, percebeu-se automaticamente tomado por um amor fraternal eterno e simbiótico. Anos depois, cá estamos, e Martin Mendonça é um dos maiores mestres da guitarra elétrica no Brasil. E, tá ligado, né: A guitarra elétrica brasileira é foda demais!

O Martin é um queridão! Toda vez que estivemos juntos essa avaliação ficou ecoando na minha cachola, “Tchê, que guri querido!”. Tenho certeza que a guitarra pensou algo parecido. Tanto que eles ficaram íntimos. Juntos, participaram, nos anos 90, de bandas muito massa da cena soteropolitana, como Malefactor e Dr. Cascadura, e em 2004 se debandaram pra São Paulo, para acompanhar a conterrânea Pitty, assim que o guitarrista anterior dela, Peu Sousa, deixou de tocar com a banda. Todo parceirão, musical e pilhadaço que ele é, surgiram em seguida também os projetos paralelos que Martin realizou com o pessoal da Pitty.

Com a própria cantora ele criou o Agridoce, com o baterista Duda Machado lançou o disco “Dezenove Vezes Amor” e desde 2015, paralelamente aos projetos da Pitty, está divulgando seu disco solo, Quando Um Não Quer..., que é cheio de participações e realiza shows em variados formatos, em todos os cantos do país, sempre prezando pelo clima de broderagem. Afinal, se tem algo que o Martin exala, além da boa música, é que broderagem brasileira é foda demais!

Conheça mais do som deste monstro das regras: 

O vídeo Martin Mendonça por TricTric teve uma equipe muito bacana por trás, dando suor e felicidade. Trata-se desse pessoal aqui ó:

Produtora // Recheio Digital site / facebook / instagram  )
Direção // Gustavo Vargas
Direção de Fotografia // Gustavo Vargas + Rafael Avancini
Direção de Arte e Design // Leo Lage ( site )
Direção Executiva // Simone Beckel
Montagem // Gustavo Vargas
Colorização e Motion Graphics // Rod Cauhi
Trilha // Martin Mendonça ( facebook / spotify )
Estúdio // Gustavo Vargas Studio site / facebook / instagram )

E só mais um detalhe: Gustavo Vargas também é responsável pelos cliques belíssimos dos músicos. Sinistro, né?